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sexta-feira, 22 de maio de 2026

ATIVIDADE 1 - ECIV - INSTALAÇÕES PREDIAIS - 52_2026

 

ATIVIDADE 1 - ECIV - INSTALAÇÕES PREDIAIS - 52_2026

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 ATIVIDADE DE ESTUDO 1: 


Você acaba de ser contratado como o engenheiro civil consultor de uma construtora e sua primeira grande missão é solucionar os problemas da nova residência unifamiliar de dois pavimentos (sobrado) da família Silva. Durante a fase final da obra, a família decidiu alterar o projeto original, integrando a cozinha e a lavanderia em um conceito aberto. Essa reforma alterou drasticamente o layout hidráulico (com a adição de uma máquina de lavar louças, uma pia dupla com misturador de água quente e uma lavadora de roupas de alta capacidade) e elevou significativamente a carga elétrica do ambiente.

Após a mudança, a família começou a relatar uma série de patologias e ineficiências: a pressão da água quente na nova pia dupla é extremamente fraca; os disjuntores do quadro desarmam frequentemente quando a máquina de lavar louças e o micro-ondas funcionam juntos; há um retorno constante de mau cheiro oriundo dos ralos da lavanderia recém-instalada; e a iluminação sobre a bancada de preparo de alimentos causa ofuscamento e fadiga visual. Para piorar, a família exigiu a implantação de um sistema de captação de água pluvial para uso na lavagem do quintal e nas descargas, mas o sistema atual está apresentando falhas. Você foi chamado para auditar o projeto e validar as propostas de correção.

​Atuando como engenheiro consultor, realize uma análise técnica crítica sobre as cinco propostas de solução (Cenários de A a E) apresentadas pela equipe de execução para sanar os problemas da residência da família Silva. Descreva detalhadamente, com base nas normativas (NBR 5626, NBR 5410, NBR 8160, NBR 10844 e NBR 5413) e nos conceitos de instalações prediais, quais propostas são tecnicamente corretas e viáveis, e quais apresentam erros conceituais, falhas de dimensionamento ou ferem critérios críticos de segurança e desempenho.

​ALTERNATIVAS DE ANÁLISE (CENÁRIOS DE PROPOSTAS)

Cenário A (Proposta Hidráulica): Para resolver o problema da falta de pressão no misturador de água quente da pia dupla da cozinha, a equipe propõe a readequação do traçado da tubulação para reduzir a perda de carga total (hf) gerada pelo excesso de conexões (joelhos e tês). Após o novo cálculo, a equipe demonstrou que a pressão estática disponível da caixa d'água subtraída da nova perda de carga resultará em uma Pressão Dinâmica (Pd) de 0,60 m.c.a. no ponto da pia. A equipe atesta que a solução é viável e atende à NBR 5626, visto que a pressão dinâmica do sistema em regime de escoamento ficou acima do limite normativo de 0,50 m.c.a., garantindo economia de materiais e o funcionamento do misturador.


Cenário B (Proposta Elétrica): Para solucionar o desarme constante no quadro de distribuição, a proposta consiste na reestruturação da divisão de circuitos da cozinha e lavanderia. Os equipamentos que demandam corrente superior a 10 A (como a máquina de lavar louças, a lavadora de roupas e o micro-ondas) serão retirados do circuito de Tomadas de Uso Geral (TUG) e realocados em circuitos exclusivos, classificados como Tomadas de Uso Específico (TUE), dimensionados com condutores de 2,5 mm² ou 4,0 mm², dependendo da potência nominal de cada aparelho. Além disso, por se tratar de áreas molhadas, todos esses circuitos serão obrigatoriamente protegidos por um dispositivo DR (Diferencial Residual) acoplado no quadro de distribuição, visando a proteção contra choques elétricos.

Cenário C (Proposta Águas Pluviais e Reúso): Focando na sustentabilidade exigida pela família, a equipe propôs a captação das águas pluviais do telhado por meio de calhas de PVC. A água captada descerá pelos condutores verticais e passará por um filtro primário para a remoção de folhas e detritos sólidos. Para otimizar o espaço do terreno e reduzir os custos com a compra de novos reservatórios, a proposta sugere bombear essa água pluvial filtrada diretamente para o reservatório superior (caixa d'água principal) da residência, em que se misturará com a água tratada da concessionária, sendo então distribuída por gravidade tanto para os chuveiros quanto para as torneiras de jardim e bacias sanitárias.

Cenário D (Proposta Esgoto e Ventilação): O diagnóstico para o mau cheiro na lavanderia apontou a quebra do fecho hídrico. A equipe propõe a instalação de caixas sifonadas com fecho hídrico mínimo de 50 mm para todos os ralos do ambiente, garantindo a desconexão física com os gases da rede. Além disso, para evitar a retrossifonagem e a variação de pressão causadora do problema, será instalada uma coluna de ventilação primária em PVC (DN 50 mm) conectada ao ramal de esgoto. Contudo, por questões estéticas e para evitar a entrada de água de chuva na tubulação, a equipe propõe que a extremidade superior dessa coluna de ventilação seja hermeticamente tampada (vedada) e mantida oculta dentro do forro de gesso, logo abaixo da cobertura.


Cenário E (Proposta de Iluminação/Luminotécnica): Para solucionar o ofuscamento e a fadiga visual na bancada de preparo de alimentos, a equipe utilizou o Método dos Lúmens para readequar o ambiente. A proposta indica a substituição das antigas lâmpadas fluorescentes tubulares por luminárias de LED tipo bulbo e spot direcionadas para as áreas de trabalho, justificando a escolha pela maior eficiência luminosa (lm/W) e menor geração de calor. O cálculo foi dimensionado para garantir uma iluminância média (Em) de 500 lux, em conformidade com as exigências para áreas de trabalho em cozinhas (tarefas visuais normais). Além disso, foram selecionadas lâmpadas com um Índice de Reprodução de Cores (RA) superior a 80 (Nível 1b), considerado "Muito Bom", garantindo que a cor dos alimentos seja percebida de forma natural.



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a) Determine o diâmetro interno mínimo com base na velocidade máxima admissível.

  

MAPA - ECIV - HIDRÁULICA - 52_2026

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 CONTEXTUALIZAÇÃO

Imagine que você foi contratado para projetar o sistema de drenagem pluvial de um estacionamento subterrâneo de um edifício comercial localizado em área urbana.
Durante eventos de chuva, a água que entra pelas rampas de acesso e áreas externas é coletada por canaletas e direcionada para um poço de acumulação (poço de drenagem). A partir desse reservatório, a água deve ser bombeada até a galeria pluvial pública, localizada em cota superior ao nível do subsolo.
Nesse tipo de sistema, a tubulação opera como conduto forçado (tubulação cheia), sendo necessário avaliar critérios hidráulicos como velocidade de escoamento, perdas de carga, altura manométrica total e potência do sistema de bombeamento.

Considere os seguintes dados de projeto:
- Vazão de projeto: Q = 15 L/s
- Comprimento da tubulação: L = 95 m
- Desnível disponível: Δz = 8 m
- Material da tubulação: PVC
- Coeficiente de Hazen-Williams: C = 140
- Rendimento do sistema de bombeamento (se necessário): η = 68%
- Gravidade: 9,81 m/s²

A linha possui os seguintes acessórios:
- 3 curvas de 90° de raio longo.
- 1 válvula de retenção tipo leve.
- 1 registro de gaveta aberto.
- 1 saída de canalização.

Adote a velocidade econômica:
https://sistemasead.unicesumar.edu.br/flex/amfphp/services/Portal/ImagemQuestionario2/QUE_317486_714030_1.png
 

ETAPA 1 – ESCOLHA DO DIÂMETRO
 

No dimensionamento de sistemas de drenagem, a escolha do diâmetro da tubulação está diretamente relacionada à vazão de projeto e à velocidade do escoamento. Velocidades muito elevadas podem causar desgaste da tubulação e perdas excessivas de energia, enquanto velocidades muito baixas favorecem o acúmulo de sedimentos. Assim, o engenheiro deve inicialmente relacionar vazão, área da seção transversal e velocidade, utilizando a equação da continuidade, para estimar um diâmetro mínimo. Em seguida, deve-se compatibilizar esse valor com diâmetros comerciais disponíveis e verificar se a velocidade resultante permanece dentro da faixa recomendada.

a) Determine o diâmetro interno mínimo com base na velocidade máxima admissível.
b) Com base nos diâmetros comerciais disponíveis (Tabela 1), selecione o diâmetro nominal (DN) adequado ao sistema.
c) Verifique a velocidade real e avalie se o diâmetro é adequado.

 

ETAPA 2 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE

Em sistemas reais, o escoamento não ocorre apenas em trechos retilíneos, sendo influenciado por conexões, curvas e dispositivos hidráulicos que provocam perdas localizadas. Para simplificar a análise, essas perdas podem ser convertidas em um comprimento equivalente de tubulação, que representa o efeito adicional de dissipação de energia. Assim, o engenheiro deve identificar corretamente os acessórios presentes no sistema e utilizar tabelas técnicas para quantificar suas contribuições, somando-as ao comprimento real da tubulação para obter um comprimento total equivalente.

a) Utilizando a Tabela 2, determine o comprimento equivalente dos acessórios.
b) Calcule o comprimento total equivalente do sistema.

 

ETAPA 3 – PERDA DE CARGA

A perda de carga representa a redução de energia do escoamento ao longo da tubulação, causada principalmente pelo atrito entre o fluido e as paredes internas do tubo. Essa perda depende de fatores como vazão, diâmetro, comprimento equivalente e rugosidade do material. Em sistemas de drenagem com água limpa, a equação de Hazen-Williams é amplamente utilizada por sua simplicidade e aplicabilidade prática. Nesta etapa, o estudante deverá organizar corretamente as variáveis do problema e aplicar a equação, atentando-se às unidades e à consistência dos dados.

a) Calcule a perda de carga distribuída usando Hazen-Williams.
 
 

ETAPA 4 – ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL

A altura manométrica total representa a energia que a bomba deve fornecer ao fluido para garantir o escoamento desde o poço de drenagem até o ponto de descarga. Para fins de simplificação deste problema, considere que:
- o desnível geométrico fornecido Δz representa a diferença total entre o nível do poço de drenagem e o ponto de descarga;
- as perdas de carga na linha de sucção são desprezíveis;
- todas as perdas de carga (hf) estão concentradas na tubulação de recalque;
- os reservatórios estão abertos à atmosfera;
- as velocidades nos reservatórios são desprezíveis.

Dessa forma, a altura manométrica total pode ser calculada por:
http://sistemasead.unicesumar.edu.br/flex/amfphp/services/Portal/ImagemQuestionario2/QUE_317486_714030_2.png

a) Calcule a altura manométrica total (HMT) do sistema.

 

ETAPA 5 – POTÊNCIA DO SISTEMA

Quando o escoamento por gravidade não é suficiente, torna-se necessário utilizar uma bomba para fornecer energia adicional ao fluido. A potência requerida depende da vazão, da altura manométrica necessária e do rendimento do sistema. É importante destacar que nem toda a energia fornecida pela bomba é convertida em energia útil, devido às perdas internas do equipamento. Assim, o engenheiro deve calcular inicialmente a potência hidráulica e, em seguida, corrigir esse valor considerando o rendimento, obtendo a potência real necessária para o funcionamento do sistema.

a) Calcule a potência requerida da bomba, considerando o rendimento.
http://sistemasead.unicesumar.edu.br/flex/amfphp/services/Portal/ImagemQuestionario2/QUE_317486_714030_3.png
http://sistemasead.unicesumar.edu.br/flex/amfphp/services/Portal/ImagemQuestionario2/QUE_317486_714030_4.png
Fonte: a autora.

 



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Nesse tipo de sistema, a tubulação opera como conduto forçado (tubulação cheia), sendo necessário avaliar critérios hidráulicos como velocidade de escoamento, perdas de carga, altura manométrica total e potência do sistema de bombeamento.

Considere os seguintes dados de projeto:
- Vazão de projeto: Q = 15 L/s
- Comprimento da tubulação: L = 95 m
- Desnível disponível: Δz = 8 m
- Material da tubulação: PVC
- Coeficiente de Hazen-Williams: C = 140
- Rendimento do sistema de bombeamento (se necessário): η = 68%
- Gravidade: 9,81 m/s²

A linha possui os seguintes acessórios:
- 3 curvas de 90° de raio longo.
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ETAPA 1 – ESCOLHA DO DIÂMETRO
 

No dimensionamento de sistemas de drenagem, a escolha do diâmetro da tubulação está diretamente relacionada à vazão de projeto e à velocidade do escoamento. Velocidades muito elevadas podem causar desgaste da tubulação e perdas excessivas de energia, enquanto velocidades muito baixas favorecem o acúmulo de sedimentos. Assim, o engenheiro deve inicialmente relacionar vazão, área da seção transversal e velocidade, utilizando a equação da continuidade, para estimar um diâmetro mínimo. Em seguida, deve-se compatibilizar esse valor com diâmetros comerciais disponíveis e verificar se a velocidade resultante permanece dentro da faixa recomendada.

a) Determine o diâmetro interno mínimo com base na velocidade máxima admissível.
b) Com base nos diâmetros comerciais disponíveis (Tabela 1), selecione o diâmetro nominal (DN) adequado ao sistema.
c) Verifique a velocidade real e avalie se o diâmetro é adequado.

 

ETAPA 2 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE

Em sistemas reais, o escoamento não ocorre apenas em trechos retilíneos, sendo influenciado por conexões, curvas e dispositivos hidráulicos que provocam perdas localizadas. Para simplificar a análise, essas perdas podem ser convertidas em um comprimento equivalente de tubulação, que representa o efeito adicional de dissipação de energia. Assim, o engenheiro deve identificar corretamente os acessórios presentes no sistema e utilizar tabelas técnicas para quantificar suas contribuições, somando-as ao comprimento real da tubulação para obter um comprimento total equivalente.

a) Utilizando a Tabela 2, determine o comprimento equivalente dos acessórios.
b) Calcule o comprimento total equivalente do sistema.

 

ETAPA 3 – PERDA DE CARGA

A perda de carga representa a redução de energia do escoamento ao longo da tubulação, causada principalmente pelo atrito entre o fluido e as paredes internas do tubo. Essa perda depende de fatores como vazão, diâmetro, comprimento equivalente e rugosidade do material. Em sistemas de drenagem com água limpa, a equação de Hazen-Williams é amplamente utilizada por sua simplicidade e aplicabilidade prática. Nesta etapa, o estudante deverá organizar corretamente as variáveis do problema e aplicar a equação, atentando-se às unidades e à consistência dos dados.

a) Calcule a perda de carga distribuída usando Hazen-Williams.
 
 

ETAPA 4 – ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL

A altura manométrica total representa a energia que a bomba deve fornecer ao fluido para garantir o escoamento desde o poço de drenagem até o ponto de descarga. Para fins de simplificação deste problema, considere que:
- o desnível geométrico fornecido Δz representa a diferença total entre o nível do poço de drenagem e o ponto de descarga;
- as perdas de carga na linha de sucção são desprezíveis;
- todas as perdas de carga (hf) estão concentradas na tubulação de recalque;
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- as velocidades nos reservatórios são desprezíveis.

Dessa forma, a altura manométrica total pode ser calculada por:
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a) Calcule a altura manométrica total (HMT) do sistema.

 

ETAPA 5 – POTÊNCIA DO SISTEMA

Quando o escoamento por gravidade não é suficiente, torna-se necessário utilizar uma bomba para fornecer energia adicional ao fluido. A potência requerida depende da vazão, da altura manométrica necessária e do rendimento do sistema. É importante destacar que nem toda a energia fornecida pela bomba é convertida em energia útil, devido às perdas internas do equipamento. Assim, o engenheiro deve calcular inicialmente a potência hidráulica e, em seguida, corrigir esse valor considerando o rendimento, obtendo a potência real necessária para o funcionamento do sistema.

a) Calcule a potência requerida da bomba, considerando o rendimento.
http://sistemasead.unicesumar.edu.br/flex/amfphp/services/Portal/ImagemQuestionario2/QUE_317486_714030_3.png
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Fonte: a autora.

 



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