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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

ATIVIDADE 1 - QUÍMICA ANALÍTICA E INSTRUMENTAL - 53_2026

 

ATIVIDADE 1 - QUÍMICA ANALÍTICA E INSTRUMENTAL - 53_2026

 

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A química analítica e instrumental é fundamental para a atuação de profissionais da Biomedicina e da Farmácia. Em laboratórios de análises clínicas, controle de qualidade, toxicologia, pesquisa e desenvolvimento de produtos, os métodos analíticos são utilizados para identificar e quantificar substâncias em diferentes tipos de amostras. No entanto, um resultado confiável não depende apenas do equipamento utilizado. Antes da análise instrumental, existem etapas importantes, como a amostragem e o preparo da amostra. Depois da análise, também é necessário interpretar o resultado de forma adequada, considerando as limitações do método e o contexto da amostra analisada.

Fonte: Elaborado pela professora, 2026.

Nesta atividade, você irá analisar um caso prático e discutir as principais etapas de um método analítico: amostragem, preparo da amostra, análise instrumental e interpretação dos resultados.

CASO PRÁTICO
Um laboratório recebeu uma amostra de sangue de um paciente com suspeita de intoxicação medicamentosa por paracetamol. A equipe responsável pretende utilizar uma técnica instrumental para investigar a presença do fármaco na amostra biológica. Antes de realizar a análise, o profissional do laboratório precisa planejar adequadamente todas as etapas do método analítico, desde o recebimento da amostra até a interpretação do resultado. Considere que o laboratório possui equipamentos básicos de preparo de amostras e um espectrofotômetro UV-Vis. Com base no caso apresentado, responda às questões a seguir:

1. Amostragem
Explique a importância da etapa de amostragem em uma análise química. Na sua resposta, comente quais cuidados devem ser tomados com a coleta, identificação, armazenamento e transporte da amostra de sangue.

2. Preparo da amostra
Explique por que uma amostra biológica, como sangue, geralmente precisa passar por preparo antes da análise instrumental. Na sua resposta, cite exemplos de interferentes que podem estar presentes na amostra e explique como eles podem prejudicar a análise.

3. Análise instrumental
Explique, de forma geral, como uma técnica instrumental, como a espectrofotometria UV-Vis, pode auxiliar na análise de uma substância presente em uma amostra. Na sua resposta, comente alguns cuidados referentes a esta etapa.

4. Interpretação dos resultados
Explique por que o resultado obtido em uma análise química não deve ser interpretado de forma isolada. Na sua resposta, comente a importância de considerar o contexto do caso, as condições da amostra, possíveis interferências e as limitações do método analítico.






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1) Crie UM panfleto/folder educativo (utilizando ferramentas como sugestão: Canva ou PowerPoint), voltado exclusivamente para a população leiga.

  

MAPA - MICROBIOLOGIA CLINICA - 53_2026

 

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M.A.P.A. – MICROBIOLOGIA CLÍNICA (BIOMEDICINA e FARMÁCIA)

 
CONTEXTUALIZAÇÃO
A resistência bacteriana aos antimicrobianos (RAM) é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das dez maiores ameaças globais à saúde pública enfrentadas pela humanidade no século XXI, elevando o tempo de internação em hospitais com consequente escassez de leitos, além de aumentar a morbimortalidade. O laboratório de microbiologia clínica desempenha um papel duplo e estratégico neste cenário: além de mapear o perfil de sensibilidade local para guiar a terapia correta, atua como o principal emissor de dados epidemiológicos para os programas de Stewardship (gestão racional de antimicrobianos). Contudo, a contenção desse avanço depende também da conscientização extra-hospitalar. A falta de informações da população sobre o que são infecções bacterianas versus virais, os riscos da automedicação e a interrupção precoce de tratamentos prescritos perpetuam a RAM na comunidade.

Referências:
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Antimicrobial resistance: global report on surveillance. Geneva: WHO, 2024.

 
AÇÃO PRÁTICA EM CAMPO
Você é o analista clínico responsável pelo setor de microbiologia de um laboratório de análises clínicas integrado à rede pública de saúde e membro ativo da equipe multidisciplinar de controle epidemiológico. Durante o fechamento do relatório epidemiológico trimestral, sua equipe isolou um dado alarmante: um aumento expressivo e atípico de bactérias com perfis de resistência adquirida no ambiente comunitário, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e a Escherichia coli produtora de Beta-Lactamase de Espectro Estendido (ESBL).
Esse cenário reflete localmente uma das maiores crises sanitárias globais da atualidade: a resistência antimicrobiana (RAM). Ao correlacionar os dados laboratoriais com as fichas de triagem das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a equipe identificou que a progressão dessa crise na comunidade está diretamente vinculada a hábitos de risco, como a automedicação por meio do uso de "sobras" de antimicrobianos estocados em domicílio, a interrupção precoce da terapêutica assim que cessam os sintomas e a pressão clínica para o uso de antibacterianos no tratamento de infecções virais, como gripes e resfriados.
Diante dessa realidade, fica evidente que o combate à resistência bacteriana não se restringe ao ambiente hospitalar ou à bancada do laboratório. Existe uma necessidade urgente de intervenção na comunidade. Como futuros profissionais da saúde, cabe a vocês a responsabilidade de traduzir o conhecimento microbiológico em ferramentas de educação em saúde. A disseminação de informações claras, científicas e acessíveis para a população é o vetor principal para desconstruir esses hábitos de risco, diminuir a pressão seletiva sobre as cepas bacterianas e reverter esse panorama crítico na saúde pública.
 
ETAPA 1: CRIAÇÃO DO MATERIAL GRÁFICO 

1) Crie UM panfleto/folder educativo (utilizando ferramentas como sugestão: Canva ou PowerPoint), voltado exclusivamente para a população leiga. O material deve obrigatoriamente responder e ilustrar as seguintes diretrizes:
- Especificidade do Alvo: Por que Antimicrobianos NÃO Tratam Vírus? Explicar à população, de forma simples e direta, que os antimicrobianos possuem alvos específicos que existem apenas nas células bacterianas, tornando-os completamente inúteis contra infecções virais (como gripe, resfriado, Covid-19 e Dengue).
- O Perigo da Interrupção Precoce: Seleção de Bactérias Resistentes: Explicar de forma clara o que ocorre com a população bacteriana quando o paciente interrompe o uso do antimicrobiano antes do tempo prescrito, associando diretamente à sobrevivência e multiplicação das cepas mais resistentes e à heterogeneidade da população bacteriana.
- A Farmácia Caseira e a Automedicação: Explicar os riscos de utilizar "sobras" de tratamentos antigos ou aceitar indicações de terceiros. Use um exemplo prático e conectando-o com a resistência bacteriana, conforme explicado no item 2.
- Descarte Correto: Apresentar para a população quais são as formas corretas de descarte de antimicrobianos e como o descarte incorreto influencia na resistência bacteriana.

Instrução de envio: Insira no campo indicado no Formulário Padrão do MAPA a imagem do folder/infográfico criado.

ETAPA 2: ESTUDO TÉCNICO-LABORATORIAL (Aprofundamento Teórico) 
Considerando os conhecimentos teóricos da disciplina de Microbiologia Clínica e as leituras complementares, responda às seguintes questões:

O Teste de Antibiograma por Disco-Difusão (Método de Kirby-Bauer) é um dos métodos mais utilizados mundialmente para a execução do Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), diante disso:
2) EXPLIQUE a importância da padronização do inóculo bacteriano na escala de 0,5 de McFarland e cite as consequências diretas no resultado do teste caso o inóculo seja preparado de forma muito diluída ou muito concentrada.
3) DESCREVA qual é o meio de cultura padrão ouro preconizado internacionalmente (pelo BrCAST/EUCAST) para a realização do TSA de bactérias gerais, com crescimento rápido, e quais características desse meio o tornam ideal para essa finalidade?
OBS: para as questões 2 e 3 deixamos como sugestão a utilização do laboratório virtual de antibiograma para entederem como a prática funciona. Para acessar, procure na coluna lateral esquerda do studeo a aba LABORATÓRIOS - >  LABORATÓRIOS VIRTUAIS ->  MICROBIOLOGIA -> ANTIBIOGRAMA.

4) Um dos grandes desafios da microbiologia clínica atual é a detecção de Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos.
DESCREVA resumidamente o princípio biológico de um teste laboratorial fenotípico descrito pelo BrCast, utilizado pelo analista na rotina laboratorial para confirmar se a bactéria isolada é uma produtora de Carbapenemase.

5) COMENTE quais são os principais genes envolvidos na produção de carbapenemases (com foco nas classes A, B e D de Ambler) que devem ser pesquisados por métodos moleculares (como o PCR) para a detecção e tipagem epidemiológica desse isolado no Brasil?

 




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MAPA - MICROBIOLOGIA CLINICA - 53_2026

 

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CONTEXTUALIZAÇÃO
A resistência bacteriana aos antimicrobianos (RAM) é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das dez maiores ameaças globais à saúde pública enfrentadas pela humanidade no século XXI, elevando o tempo de internação em hospitais com consequente escassez de leitos, além de aumentar a morbimortalidade. O laboratório de microbiologia clínica desempenha um papel duplo e estratégico neste cenário: além de mapear o perfil de sensibilidade local para guiar a terapia correta, atua como o principal emissor de dados epidemiológicos para os programas de Stewardship (gestão racional de antimicrobianos). Contudo, a contenção desse avanço depende também da conscientização extra-hospitalar. A falta de informações da população sobre o que são infecções bacterianas versus virais, os riscos da automedicação e a interrupção precoce de tratamentos prescritos perpetuam a RAM na comunidade.

Referências:
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Antimicrobial resistance: global report on surveillance. Geneva: WHO, 2024.

 
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Você é o analista clínico responsável pelo setor de microbiologia de um laboratório de análises clínicas integrado à rede pública de saúde e membro ativo da equipe multidisciplinar de controle epidemiológico. Durante o fechamento do relatório epidemiológico trimestral, sua equipe isolou um dado alarmante: um aumento expressivo e atípico de bactérias com perfis de resistência adquirida no ambiente comunitário, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e a Escherichia coli produtora de Beta-Lactamase de Espectro Estendido (ESBL).
Esse cenário reflete localmente uma das maiores crises sanitárias globais da atualidade: a resistência antimicrobiana (RAM). Ao correlacionar os dados laboratoriais com as fichas de triagem das Unidades Básicas de Saúde (UBS), a equipe identificou que a progressão dessa crise na comunidade está diretamente vinculada a hábitos de risco, como a automedicação por meio do uso de "sobras" de antimicrobianos estocados em domicílio, a interrupção precoce da terapêutica assim que cessam os sintomas e a pressão clínica para o uso de antibacterianos no tratamento de infecções virais, como gripes e resfriados.
Diante dessa realidade, fica evidente que o combate à resistência bacteriana não se restringe ao ambiente hospitalar ou à bancada do laboratório. Existe uma necessidade urgente de intervenção na comunidade. Como futuros profissionais da saúde, cabe a vocês a responsabilidade de traduzir o conhecimento microbiológico em ferramentas de educação em saúde. A disseminação de informações claras, científicas e acessíveis para a população é o vetor principal para desconstruir esses hábitos de risco, diminuir a pressão seletiva sobre as cepas bacterianas e reverter esse panorama crítico na saúde pública.
 
ETAPA 1: CRIAÇÃO DO MATERIAL GRÁFICO 

1) Crie UM panfleto/folder educativo (utilizando ferramentas como sugestão: Canva ou PowerPoint), voltado exclusivamente para a população leiga. O material deve obrigatoriamente responder e ilustrar as seguintes diretrizes:
- Especificidade do Alvo: Por que Antimicrobianos NÃO Tratam Vírus? Explicar à população, de forma simples e direta, que os antimicrobianos possuem alvos específicos que existem apenas nas células bacterianas, tornando-os completamente inúteis contra infecções virais (como gripe, resfriado, Covid-19 e Dengue).
- O Perigo da Interrupção Precoce: Seleção de Bactérias Resistentes: Explicar de forma clara o que ocorre com a população bacteriana quando o paciente interrompe o uso do antimicrobiano antes do tempo prescrito, associando diretamente à sobrevivência e multiplicação das cepas mais resistentes e à heterogeneidade da população bacteriana.
- A Farmácia Caseira e a Automedicação: Explicar os riscos de utilizar "sobras" de tratamentos antigos ou aceitar indicações de terceiros. Use um exemplo prático e conectando-o com a resistência bacteriana, conforme explicado no item 2.
- Descarte Correto: Apresentar para a população quais são as formas corretas de descarte de antimicrobianos e como o descarte incorreto influencia na resistência bacteriana.

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ETAPA 2: ESTUDO TÉCNICO-LABORATORIAL (Aprofundamento Teórico) 
Considerando os conhecimentos teóricos da disciplina de Microbiologia Clínica e as leituras complementares, responda às seguintes questões:

O Teste de Antibiograma por Disco-Difusão (Método de Kirby-Bauer) é um dos métodos mais utilizados mundialmente para a execução do Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), diante disso:
2) EXPLIQUE a importância da padronização do inóculo bacteriano na escala de 0,5 de McFarland e cite as consequências diretas no resultado do teste caso o inóculo seja preparado de forma muito diluída ou muito concentrada.
3) DESCREVA qual é o meio de cultura padrão ouro preconizado internacionalmente (pelo BrCAST/EUCAST) para a realização do TSA de bactérias gerais, com crescimento rápido, e quais características desse meio o tornam ideal para essa finalidade?
OBS: para as questões 2 e 3 deixamos como sugestão a utilização do laboratório virtual de antibiograma para entederem como a prática funciona. Para acessar, procure na coluna lateral esquerda do studeo a aba LABORATÓRIOS - >  LABORATÓRIOS VIRTUAIS ->  MICROBIOLOGIA -> ANTIBIOGRAMA.

4) Um dos grandes desafios da microbiologia clínica atual é a detecção de Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos.
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5) COMENTE quais são os principais genes envolvidos na produção de carbapenemases (com foco nas classes A, B e D de Ambler) que devem ser pesquisados por métodos moleculares (como o PCR) para a detecção e tipagem epidemiológica desse isolado no Brasil?

 




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1. DIFERENCIE a parede celular dessas bactérias.

  

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O conhecimento detalhado da estrutura bacteriana é o pilar fundamental para o desenvolvimento do diagnóstico laboratorial e da terapia antimicrobiana na rotina clínica. Componentes como a parede celular de peptideoglicano e as estruturas anexas, como cápsulas e fimbrias, determinam não apenas o comportamento tintorial na coloração de Gram, mas também o perfil de virulência do patógeno e sua suscetibilidade aos fármacos.

TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2025. (Capítulo 4: Anatomia Funcional das Células Procariontes e Eucariontes).


As bactérias Streptococcus pneumoniae (Gram-positiva) e Klebsiella pneumoniae (Gram-negativa) são importantes agentes causadores de infecções respiratórias e hospitalares. Com base nos seus conhecimentos sobre a estrutura da célula bacteriana, RESPONDA:

1. DIFERENCIE a parede celular dessas bactérias.
2. EXPLIQUE de que forma essa variação estrutural influencia diretamente na coloração de Gram.






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TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2025. (Capítulo 4: Anatomia Funcional das Células Procariontes e Eucariontes).


As bactérias Streptococcus pneumoniae (Gram-positiva) e Klebsiella pneumoniae (Gram-negativa) são importantes agentes causadores de infecções respiratórias e hospitalares. Com base nos seus conhecimentos sobre a estrutura da célula bacteriana, RESPONDA:

1. DIFERENCIE a parede celular dessas bactérias.
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1.1) Desmistificação: EXPLIQUE de forma simples a importância da realização do exame de Papanicolaou, desfazendo o mito de que o exame só deve ser feito em caso de sintomas.

 

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MAPA DE CITOPATOLOGIA E UROANÁLISE/CITOLOGIA CLÍNICA
 

CONTEXTUALIZAÇÃO

O câncer do colo do útero (CCU) representa um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, figurando como o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. Causado pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), o CCU possui uma evolução lenta e silenciosa, o que torna a prevenção secundária altamente eficaz. Embora o Brasil esteja em processo de incorporação do teste molecular para detecção de DNA-HPV como método primário de rastreamento, o exame citopatológico cérvico-vaginal, popularmente conhecido como exame de Papanicolaou, permanece sendo como uma estratégia segura, eficaz e amplamente utilizada, especialmente em locais onde a nova tecnologia ainda não está disponível. No entanto, dados epidemiológicos nacionais revelam disparidades regionais acentuadas no acesso ao exame e na adesão das mulheres ao rastreamento periódico, muitas vezes influenciadas por barreiras socioeconômicas, geográficas, medo do procedimento, tabus culturais ou falta de informação fidedigna.

Fontes: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/. Acesso em: 19 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero: Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de

O QUE DEVE SER FEITO NESTA ATIVIDADE?
 

Você é um profissional da saúde recém-contratado para atuar no laboratório de Citopatologia vinculado a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de uma comunidade com baixo índice de desenvolvimento socioeconômico. Ao analisar os indicadores de saúde do último ano fornecidos pela Vigilância Epidemiológica local, você nota dois dados alarmantes:

1. Houve um aumento substancial de resultados de exames de Papanicolaou contendo achados de lesões precursoras de alto grau (HSIL) e carcinoma epidermoide invasor em mulheres da faixa etária alvo (25 a 64 anos).

2. Em contrapartida, o número total de coletas para o exame de Papanicolaou realizadas na UBS apresentou uma redução de 40% no mesmo período.

Ao conversar com a equipe de enfermagem e com agentes comunitários de saúde, você descobre que muitas mulheres da comunidade deixaram de fazer o exame por acreditarem que "só quem tem sintomas ou múltiplos parceiros precisa coletar o preventivo", além do medo generalizado da dor e do desconforto do espéculo vaginal. Como analista clínico e agente transformador da saúde, você percebe que o desconhecimento sobre a citopatologia oncótica são os principais obstáculos para salvar essas vidas. 

 
DESENVOLVENDO O TRABALHO
ITEM 1

ELABORE um material educativo visual (formato de folder explicativo, panfleto ou cartaz) utilizando ferramentas como o Canva ou PowerPoint, direcionado especificamente para a população feminina da comunidade, sobre o exame do preventivo de Papanicolaou. O material deve traduzir a complexidade laboratorial em uma linguagem acessível, acolhedora e altamente informativa.
​Como se trata de um material de educação em saúde, é obrigatória a utilização de recursos visuais (ilustrações, imagens, ícones, fluxogramas ou infográficos) que tornem o conteúdo mais atrativo, didático e de fácil compreensão para o público leigo, equilibrando texto e elementos gráficos. NÃO será aceito material composto apenas por texto.

Nesta etapa, ESCREVA os seguintes tópicos essenciais para o seu material:

1.1) Desmistificação: EXPLIQUE de forma simples a importância da realização do exame de Papanicolaou, desfazendo o mito de que o exame só deve ser feito em caso de sintomas.
1.2) Preparação: ADICIONE pelo menos 4 instruções práticas para a paciente (o que ela deve evitar antes do exame).
1.3) Coleta: INSIRA uma imagem ou desenhe os instrumentos utilizados na coleta do preventivo e explique em linguagem simplificada a função de cada instrumento.
1.4) Incidência no Brasil: INCLUA o número de casos estimados de câncer de colo de útero de acordo com o INCA, Relatório Anual 2022 (material complementar).
1.5) Vacinação no SUS: IDENTIFIQUE o público-alvo, faixa etária e para quais tipos específicos do vírus HPV a vacina quadrivalente confere proteção, de acordo com o Ministério da Saúde (material complementar). Oriente que a vacina está disponível gratuitamente no SUS.​
Obs: Para validação da questão 1, INSIRA no campo indicado no formulário padrão a IMAGEM do material educativo criado.

ITEM 2 – ESTUDO TEÓRICO
Considerando o livro da disciplina, os Materiais Didáticos Digitais (MDDs), leituras complementares e outras fontes confiáveis, RESPONDA:
2.1) EXPLIQUE o objetivo principal do exame citopatológico.
 
2.2) IDENTIFIQUE quais são as regiões representadas na coleta tríplice e EXPLANE a importância de coletar células do fundo do saco vaginal.
 
2.3) DESCREVA por que mulheres pós-menopausadas apresentam maior risco de gerar amostras citológicas insatisfatórias durante a coleta para o exame de Papanicolaou.
 
2.4) Com base no material complementar do INCA (2016), RESPONDA:
2.4.1) EXPLIQUE o que é uma amostra satisfatória para análise citopatológica.
2.4.2) DESCREVA o que é uma amostra insatisfatória para análise citopatológica.
2.4.3) IDENTIFIQUE quais células representativas dos epitélios do colo do útero podem estar presentes em uma amostra citopatológica.

 




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